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    Capítulo 291 — Ir direto atrás de Ding Ruilong

    Zunrong · Donghai Huafu, villa nº 36.

    Na sala de jantar, todos tinham acabado de se servir e se sentar. Wu Chen estava entre Li Ruobing e Zhuang Xiaodie; à frente, Tang Xinbao e Guo Qiqi.

    — Vamos, experimentem. Vejam se agrada… — convidou Li Ruobing.

    Começaram a comer.

    E a conversar.

    Tang Xinbao e Guo Qiqi elogiaram a comida de Zhuang Xiaodie e Li Ruobing. Depois, as mulheres conversavam entre elas, e os homens, entre eles.

    Principalmente Tang Xinbao, que não parava de fazer perguntas a Wu Chen. O entusiasmo dele por luta era mesmo fora do comum.

    — Senhorita Zhuang, você trabalha com o quê? — perguntou Guo Qiqi.

    Tinha começado a se interessar por Zhuang Xiaodie.

    Antes, o interesse era por Li Ruobing: tinha ido à cozinha conversar com ela e até ajudado a lavar alguns legumes. Mas pouco depois percebeu que havia algo esquisito.

    Na noite anterior, já sentira que havia algo diferente entre Zhuang Xiaodie e Wu Chen, mas não ousou tirar conclusões. Afinal, a namorada de Wu Chen era Li Ruobing. Por isso imaginou que Zhuang Xiaodie talvez fosse uma espécie de “irmãzinha”.

    Ou então alguém de Li Ruobing, uma pessoa de confiança dela.

    Como Zhuang Xiaodie chamava Wu Chen o tempo todo de “senhor Wu”, muita coisa ficava impossível de avaliar com precisão.

    Mas, depois de pouco tempo na cozinha, Guo Qiqi sentiu que a relação entre Li Ruobing e Zhuang Xiaodie era extremamente “estranha”.

    Até o tratamento era estranho: chamavam-se de “senhorita Li” e “senhorita Zhuang”, mas de vez em quando Zhuang Xiaodie também chamava Li Ruobing de “irmã”.

    O que transparecia nas entrelinhas da conversa das duas também não batia.

    A impressão era que Li Ruobing e Zhuang Xiaodie nem tinham intimidade. Zhuang Xiaodie parecia ter um pouco de medo de Li Ruobing, e Li Ruobing tinha chegado a perguntar a ela aonde tinha ido passear com Wu Chen no dia anterior.

    Guo Qiqi já começava a desconfiar de qual era, afinal, a relação entre as duas.

    Naturalmente, mal tinha coragem de acreditar.

    Enquanto conversava com Zhuang Xiaodie, os olhos de Guo Qiqi iam e vinham, de Zhuang Xiaodie para Li Ruobing, sem parar, e a expressão dela chegou a ficar meio animada… A chama da fofoca já estava acesa dentro dela!

    Trim-trim…

    Um celular tocou de repente.

    Era o de Li Ruobing.

    Por educação, todos à mesa pararam de conversar. Li Ruobing pegou o celular, olhou e franziu a testa. Era Ding Ruilong.

    Não atendeu de imediato.

    Wu Chen deu uma espiada na tela.

    Li Ruobing olhou para ele e os dois trocaram um olhar. Então ela se levantou e sorriu para Tang Xinbao e Guo Qiqi, do outro lado da mesa:

    — Com licença, vou atender uma ligação.

    Li Ruobing costumava atender as ligações de Ding Ruilong.

    Porque Ding Ruilong era doente. Numa época em que ela não atendia, ele ligava feito louco; se ela bloqueava, ele trocava de número. Chegou a ligar para a Huancai Fashion, bombardeando a empresa de ligações.

    Depois disso, Li Ruobing não quis mais perder tempo nem energia com aquilo. Por isso não recusava as ligações dele e, às vezes, até ligava por conta própria.

    Claro que, toda vez que ligava, era para “mandar lembranças” para a família inteira dele!

    Li Ruobing saiu da sala de jantar e foi até o outro lado da sala, diante da enorme janela de vidro que ia do chão ao teto.

    — Fala. — Ao atender, olhou para fora, com a voz fria e seca.

    — Amanhã eu chego a Donghai. Quando você tem um tempo pra gente almoçar? — veio a voz de Ding Ruilong.

    — Cai fora! — disse Li Ruobing, fria.

    — Não precisa disso. Se não quiser me encontrar, eu posso ir te ver na empresa — disse Ding Ruilong.

    — Vem. Vem pra ver se eu não te boto pra fora na porrada — rebateu Li Ruobing, na lata.

    Não era só ameaça da boca para fora. Ela tinha coragem mesmo!

    Se Ding Ruilong ousasse aparecer na empresa, ela ia mesmo descer a mão nele.

    — Ruobing, não faz assim. Eu quero te pedir desculpas pessoalmente. Você tem que me dar pelo menos uma chance, né? — disse Ding Ruilong.

    — Você não cansa de encher o saco?! — disse Li Ruobing. E desligou na hora, sem paciência para ouvir mais.

    Voltou para a sala de jantar.

    Agia como se nada tivesse acontecido… e, para ela, nada tinha acontecido mesmo. Era só Ding Ruilong enchendo o saco de novo.

    Ao se sentar, pegou os hashis, pôs um pedaço de costela na tigela de Wu Chen e inclinou a cabeça para sussurrar no ouvido dele:

    — O Ding Ruilong chega a Donghai amanhã.

    Wu Chen arqueou de leve a sobrancelha.

    Ding Ruilong devia chegar a Donghai naquele dia. Já tinha combinado com Lei Cheng a hora e o local do encontro daquela tarde.

    Se tivesse surgido algum imprevisto e ele realmente não pudesse vir, com certeza avisaria Lei Cheng com antecedência. Era ele quem precisava de Lei Cheng; não ia deixá-lo plantado esperando.

    Mas Lei Cheng não tinha ligado para dizer que os planos tinham mudado.

    Portanto… Ding Ruilong estava mentindo!

    Ele viria a Donghai naquele dia mesmo, mas dissera de propósito a Li Ruobing que seria no dia seguinte. E não era só para brincar com ela. Normalmente, se contasse a Li Ruobing, Wu Chen ficaria sabendo, Li Ruotai também, e com certeza preparariam algo especial para recebê-lo.

    Com uma única ligação, Ding Ruilong empurrou para o dia seguinte tudo o que pudesse ser preparado contra ele.

    Assim, podia agir com toda a calma!

    E ainda fazer uma “surpresa” para Li Ruobing!

    Afinal, Donghai era território de Li Ruotai, e Ding Ruilong continuava sendo muito cauteloso.

    Pensando nisso, Wu Chen inclinou a cabeça de repente e perguntou baixinho a Li Ruobing:

    — Na ligação de agora, tinha algum barulho de fundo?

    Li Ruobing franziu a testa para ele. Não sabia por que ele perguntava aquilo, mas pensou um pouco e respondeu, também num sussurro:

    — Muito vento.

    Wu Chen assentiu, sorrindo, e não perguntou mais nada.

    Ding Ruilong já tinha chegado a Donghai!

    E estava no aeroporto naquele momento!

    Wu Chen conseguia deduzir isso: já era meio-dia, e Ding Ruilong ia encontrar Lei Cheng à tarde; com certeza chegaria algumas horas antes. O aeroporto ficava muito longe da área central, e ele ainda precisava de tempo para se preparar com calma.

    Por isso, àquela altura, ou Ding Ruilong já estava em Donghai, ou estava no avião, quase chegando. Era impossível que ainda nem tivesse saído.

    Além disso, ele tinha ligado de repente para Li Ruobing para dizer que chegaria no dia seguinte… Psicologicamente, uma ligação daquelas devia ser feita num momento bem específico.

    Enganar Li Ruobing também envolvia uma espécie de “prazer perverso”.

    Muito vento… a área externa do aeroporto é aberta, vazia! Venta muito!

    Ding Ruilong devia ter feito aquela ligação assim que desceu do avião!

    Era só uma dedução, mas com grande probabilidade de ser isso!

    Wu Chen olhou a hora no relógio e então… continuou comendo!

    O almoço durou mais de meia hora, até todos estarem satisfeitos.

    — Vou sair pra resolver uma coisa — disse Wu Chen a Li Ruobing, enquanto todos saíam da sala de jantar para ir conversar na sala.

    Depois olhou para Tang Xinbao e Guo Qiqi:

    — Vou sair e volto à noite. A Ruobing tem que ir à empresa à tarde, e a Xiaodie fica em casa. Se precisarem de alguma coisa, falem com ela…

    Era só uma explicação por educação; afinal, Tang Xinbao e Guo Qiqi eram hóspedes.

    Alguns minutos depois.

    A Lamborghini azul saiu do condomínio, pegou a via principal e seguiu direto para o distrito de Nancheng.

    Wu Chen ia atrás de Ding Ruilong!

    Agora!

    Imediatamente!

    Dentro da Lamborghini, Wu Chen dirigia enquanto tirava o celular e discava um número.

    Ligou para Meng Junhao, o “agente duplo” que ele já tinha completamente na palma da mão!

    Nota