Capítulo 267 — Se a senhorita Li descobrir, talvez fique com ciúme, não?
por NexoNovelCapítulo 267 — Se a senhorita Li descobrir, talvez fique com ciúme, não?
Um caminho pavimentado cortava o gramado e levava direto à porta da casa.
Wu Chen e Zhuang Xiaodie seguiam por ele.
Mal tinham chegado ao pé da escada, antes mesmo de subir, a porta se abriu. Quem a abriu foi uma mulher linda, de presença marcante: Tao Manying!
— É a Tao…
Zhuang Xiaodie quase deixou escapar um grito. Era a reação natural de quem dá de cara com uma grande estrela, mas ela se controlou e não chegou a gritar de verdade. Por dentro, ficou um tanto agitada.
— Senhor Wu.
Tao Manying usava um vestido longo de gala preto, com joias combinando. Tinha saído para recebê-lo.
Cumprimentou-o primeiro e então desceu os degraus apressada, os saltos fazendo tac, tac, tac, para lhe apertar a mão.
— Senhorita Tao. — Wu Chen sorriu e apertou a mão dela.
Era a primeira vez que se viam.
Uma estrela conhecida por todos, como Tao Manying, naturalmente era reconhecida por qualquer um.
E Tao Manying também “conhecia” Wu Chen: já tinha visto uma foto dele.
— Senhor Wu, entre, por favor.
Com elegância e cordialidade, Tao Manying apertou a mão de Wu Chen e logo o convidou a entrar.
Enquanto falava, ainda lançou um olhar a Zhuang Xiaodie, que estava de braço dado com ele.
Algo esquisito passou por seu rosto.
Ela sabia que Wu Chen era namorado de Li Ruobing, a neta mais velha da família Li. Por isso, não conseguia entender quem era aquela garota agarrada ao braço dele.
Uma amantezinha?
O namorado de Li Ruobing tinha coragem de ter uma amantezinha? E ainda de levá-la para conhecer os amigos? Que ousadia!
Entraram.
A decoração da casa era de uma suntuosidade digna de palácio. A sala, com pé-direito duplo, era imensa e de um luxo extremo.
Até onde Wu Chen sabia, Lei Cheng comprara aquela casa oito anos antes, de segunda mão. Depois da compra, mandara arrancar toda a decoração anterior e torrara mais trinta milhões para reformá-la até deixá-la como estava.
Wu Chen e Zhuang Xiaodie pararam um instante ao entrar e correram os olhos pela sala antes de seguir.
Uma empregada colocava sobre a mesa de centro uma travessa de frutas lavadas e cortadas. Alguns guarda-costas estavam espalhados junto a diferentes janelas, de olho lá fora.
Como a sala era gigantesca, mesmo com aquela gente toda ela parecia amplíssima e vazia.
— Senhor Wu, por aqui, por favor. — Tao Manying foi em direção aos sofás e os convidou a acompanhá-la.
Quando chegaram perto dos sofás, Wu Chen perguntou, sorrindo:
— E o irmão Lei? Não estou vendo ele.
— Meu padrinho está lá em cima. Acabou de receber uma ligação, já desce — explicou Tao Manying com um sorriso.
Wu Chen e Zhuang Xiaodie se sentaram.
— Senhor Wu, fiquem à vontade. Vou preparar um chá para vocês. — Tao Manying já ia se afastando.
— Não precisa se incomodar… — disse Wu Chen, sorrindo.
— Não é incômodo nenhum. O senhor é um convidado de honra — respondeu ela, e foi mesmo preparar o chá.
Havia empregadas na casa, mas Tao Manying foi fazer o chá pessoalmente. Eram instruções de Lei Cheng. Ele não pedira especificamente que ela preparasse o chá com as próprias mãos, mas deixara bem claro que Wu Chen viria à casa naquele dia e que era um convidado de honra!
Uns dois minutos depois.
Tao Manying voltou com uma bandejinha com quatro xícaras de chá.
Pousou a bandeja na mesa de centro, pegou uma xícara e a entregou a Wu Chen, sorrindo:
— Senhor Wu, seu chá.
— Obrigado. — Wu Chen tocou de leve a xícara.
— Senhorita, seu chá. — Tao Manying pegou outra para Zhuang Xiaodie.
— Muito obrigada, senhorita Tao. — Zhuang Xiaodie agradeceu depressa e estendeu as duas mãos para recebê-la, mas Tao Manying logo avisou:
— Cuidado, está quente.
Zhuang Xiaodie se sentiu honrada de um jeito que jamais esperaria. Era só uma estudante, uma garota entregue a Wu Chen para ser sua amante, enquanto Tao Manying era a maior estrela dos últimos anos. Uma celebridade daquelas servindo chá para ela com as próprias mãos… era uma sensação difícil de descrever!
Dava uma espécie de vertigem, como se estivesse sonhando, e um suspiro interior diante de como a vida podia ser estranha e surpreendente.
Zhuang Xiaodie percebia, claro, que Tao Manying a tratava assim porque Wu Chen era alguém muito importante, muito especial!
Wu Chen era amigo do padrinho de Tao Manying, e quanto ao tal padrinho… Zhuang Xiaodie logo imaginou a história clássica do figurão que banca uma estrela. Dessa vez, sua imaginação acertou em cheio!
Depois de servir as outras duas xícaras, Tao Manying se sentou de frente para Zhuang Xiaodie.
Ao lado, uma xícara e um lugar vazio, naturalmente reservados para Lei Cheng.
— Senhor Wu, o senhor é jovem mesmo, hein. Meu padrinho vive falando do senhor — disse Tao Manying, puxando assunto.
Até Lei Cheng descer, ela precisava receber bem os convidados e não deixar o clima esfriar.
Quem chega aonde ela chegou no meio artístico, naturalmente, sabe conversar.
Wu Chen bateu um papo rápido com Tao Manying, trocou algumas gentilezas e depois falou do contrato publicitário. Tao Manying tinha voltado a Donghai três dias antes e, durante o dia, passara praticamente todo esse tempo com Li Ruobing, gravando comerciais e material de divulgação.
Só naquele dia não, porque Li Ruobing não tinha ido à empresa.
— …E as gravações dos anúncios da Huancai, estão correndo bem? — perguntou Wu Chen, sorrindo.
— Muito bem. A senhorita Li tem cuidado muito bem de mim — respondeu Tao Manying, numa postura bem humilde.
Quem conversava o tempo todo eram Wu Chen e Tao Manying.
Zhuang Xiaodie não se atrevia a falar à toa, nem sabia o que dizer.
Já começava a ficar meio perdida. Wu Chen não tinha explicado nada antes. Ela não sabia por que ele a levara para encontrar um amigo… que parecia ser um figurão poderosíssimo. Para que a trouxera?
E ainda tinha dado de cara com Tao Manying.
Parecia uma ocasião em que iam discutir algo importante, e era impossível não ficar nervosa.
Zhuang Xiaodie ainda não tinha entendido por que Wu Chen a levara até ali…
Depois de alguns minutos de conversa.
— Tá bom, tá bom. Eu também não quero ficar discutindo isso com você. Não tem nada a ver com você. É isso aí… — Uma voz masculina veio do alto da escada, no segundo andar. Era, naturalmente, Lei Cheng.
A conversa parou, e todos viraram a cabeça.
Lei Cheng descia a escada de roupa de ficar em casa e chinelos, falando ao telefone. Pelo jeito, estava encerrando… Quando chegou ao último degrau, terminou a ligação e desligou.
— Meu irmão chegou! Hahahahaha… — Assim que entrou na sala, Lei Cheng soltou uma gargalhada franca e veio a passos rápidos até a mesa de centro.
Todos se levantaram.
Wu Chen e Lei Cheng apertaram as mãos. Lei Cheng ainda o puxou para perto, os dois bateram ombro com ombro, e ele deu uns tapinhas nas costas de Wu Chen.
Calorosíssimo.
Depois de algumas palavras, Lei Cheng olhou para Zhuang Xiaodie e perguntou a Wu Chen, com um sorriso largo:
— Irmão Wu, e esta aqui é…?
— Zhuang Xiaodie — apresentou Wu Chen. E acrescentou, sorrindo: — Minha mulher.
— Ah…
Lei Cheng se mostrou surpreso. Por dentro, o abalo foi grande.
Com Li Ruobing do lado, Wu Chen ainda tinha coragem de pular a cerca?
— Este é o chefe Lei — disse Wu Chen, apresentando-o a Zhuang Xiaodie.
— Muito prazer, chefe Lei.
Zhuang Xiaodie estendeu a mão por iniciativa própria, com toda a naturalidade.
Sabia que, por mais mil coisas que passassem pela sua cabeça, não podia deixar nada transparecer. Não podia amarelar nem fazer Wu Chen passar vergonha!
— Senhorita Zhuang, muito prazer, muito prazer! Hahaha… Que moça linda! O irmão Wu é um homem de sorte!
Lei Cheng apertou a mão dela e a elogiou às gargalhadas.
Entre cumprimentos, todos voltaram a se sentar.
— E a senhorita Zhuang, atua em que ramo? — perguntou Lei Cheng depois de se acomodar. A pergunta soou meio estranha: pela idade, Zhuang Xiaodie não tinha cara de quem estava no mundo dos negócios.
Lei Cheng não estava só sendo educado. Estava sondando.
Queria entender a situação. Wu Chen tinha vindo tratar de um assunto muito importante; por que trazer uma garota?
— Ela ainda estuda — respondeu Wu Chen, olhando para Lei Cheng com um sorriso. — Faculdade de Cinema, terceiro ano. — E lançou um olhar para Zhuang Xiaodie.
— Estuda atuação? — perguntou Tao Manying, sorrindo.
Como todos olhavam para ela, Zhuang Xiaodie assentiu:
— Isso, faço o curso de atuação.
Lei Cheng começou a entender.
— Ora, então a minha Manying é uma espécie de veterana da senhorita Zhuang. E já assinou com alguma empresa? Bonita desse jeito, deve ter um monte de empresa disputando você, não? — disse Lei Cheng, com um sorriso de orelha a orelha.
— Empresa…
Ao ouvir falar em empresa, Zhuang Xiaodie não resistiu e olhou para Wu Chen.
— Montei uma empresa em Modu com uns amigos. As ações estão no nome dela — disse Wu Chen, sorrindo.
Lei Cheng entendeu mais um pouco.
— Hahaha! O irmão Wu sabe mesmo mimar uma mulher. — Lei Cheng riu alto e então mudou o rumo da conversa. Piscou para Wu Chen e disse, meio de brincadeira: — Se a senhorita Li descobrir, talvez fique com ciúme, não? Hahaha!
Parecia só uma piada entre conhecidos, mas, na verdade, ainda era uma sondagem.
Era difícil de entender. Com Li Ruobing do lado, ele ainda tinha coragem de manter uma amantezinha?
Com o gênio forte de Li Ruobing, que não deixava passar nem um grão de areia, ela… não devia estar sabendo, certo?
