Capítulo 389 — Ela está fingindo que está bêbada?!
por NexoNovelCapítulo 389 — Ela está fingindo que está bêbada?!
— Irmão, hahahaha… — A voz de Lu Guangnian soou no celular. Mal abriu a boca, soltou uma gargalhada franca. Não era só o hábito: Wu Chen percebeu naquela risada também um quê de festa.
Era notícia boa!
Lu Guangnian não tinha ligado por nenhum outro motivo, muito menos para pedir favor. Queria convidar Wu Chen para o casamento dele!
Com a ajuda de Wu Chen, Lu Guangnian reconquistara o primeiro amor, Ma Huifang, e, de quebra, ganhara uma família feliz e completa: filho, nora e neta, tudo de uma vez!
Para compensar o erro do passado e tudo o que ficara devendo durante tantos anos, Lu Guangnian vinha passando a maior parte do tempo com a família.
E já tinha começado a preparar o casamento!
Lu Guangnian já tinha se casado antes!
Ma Huifang, não!
Ele queria dar ao primeiro amor um casamento grandioso, de fazer barulho!
A data estava marcada para 2 de agosto, o fim de semana daquela mesma semana. Ligara justamente para avisar Wu Chen.
Nas palavras de Lu Guangnian, claro que mandaria alguém levar o convite à casa de Wu Chen, mas, com a relação que os dois tinham, mandar só o convite não bastava; no mínimo, precisava ligar pessoalmente para avisar.
— Parabéns, irmão Lu — disse Wu Chen, sorrindo.
Conversaram alguns minutos. Além do casamento, Lu Guangnian também mencionou Li Ruotai.
Os dois eram muito amigos!
Li Ruotai já tinha lhe contado que estava para deixar Donghai, e Lu Guangnian conhecia parte dos bastidores.
Mais de dez minutos depois.
Por volta das cinco e meia.
Distrito de Zhongcheng, rua comercial, Restaurante Ocidental Unicórnio.
Era um restaurante ocidental de altíssimo padrão em Donghai, caríssimo. Pelo que Wu Chen sabia, porém, o movimento ali sempre fora fraco, principalmente porque tinha aberto havia pouco tempo e ainda não fizera nome.
Fora ali que Wu Chen e An Menglan marcaram.
Quem escolhera o restaurante fora An Menglan!
Wu Chen calculava que, na prática, quem tinha escolhido era a assistente Liu Jing! Como nenhuma das duas conhecia Donghai, deviam ter olhado os preços na internet e pegado um bem caro!
A Lamborghini chegou e estacionou diante do restaurante.
Ao descer, Wu Chen reparou no Rolls-Royce na vaga ao lado: um carro executivo em nome do Grupo Senlan, que Song Xuan emprestara a An Menglan.
Ela já tinha chegado!
Dois minutos depois.
Segundo andar do Restaurante Ocidental Unicórnio, sala privativa 203.
— Senhor Wu. — O guarda-costas A-Li, parado à porta, cumprimentou-o ao vê-lo chegar e, ao mesmo tempo, abriu a porta da sala.
Wu Chen lhe fez um aceno de cabeça, ajeitou o paletó e entrou.
Dentro da sala.
An Menglan olhava o cardápio, e a assistente Liu Jing, inclinada ao lado dela, dizia alguma coisa em voz baixa. Quando Wu Chen entrou, as duas ergueram os olhos para ele, ambas com um olhar bem sutil.
— O senhor Wu chegou — disse An Menglan, sorrindo.
— Senhor Wu. — Liu Jing o cumprimentou e se virou para An Menglan. — Chefe, então eu já vou…
— Hum. — An Menglan assentiu.
Liu Jing saiu apressada.
A-Li fechou a porta pelo lado de fora.
— Quando a senhorita An chegou? — perguntou Wu Chen, sorrindo, enquanto ia até a mesa, puxava uma cadeira e se sentava.
— Também acabei de chegar. — An Menglan indicou o outro cardápio sobre a mesa. — Não sei do que o senhor Wu gosta, então ainda não pedi. Vamos pedir primeiro…
Wu Chen pegou o cardápio, sorrindo.
Primeiro, o pedido.
— Senhor Wu, você não pretende mesmo me dar uma explicação? — An Menglan folheava o cardápio, mas, ao falar, ergueu os olhos de relance para ele; terminada a pergunta, voltou ao cardápio.
— Explicar o quê? Pergunta, ué — respondeu Wu Chen, sorrindo.
— O que você fez com o Peng Wei? — perguntou An Menglan, então.
— Essa pergunta soa meio esquisita — disse Wu Chen, rindo.
Trocaram algumas frases à toa e, depois de pedir a comida, pediram vinho! O vinho chegou logo. Abriram duas garrafas: uma para beber na hora, a outra foi para o decanter.
— Senhor Wu, um brinde a você! — An Menglan ergueu a taça de vinho tinto na direção dele.
— Saúde. — Wu Chen tocou a taça na dela.
A primeira taça, An Menglan virou de uma vez!
Ela sabia mesmo beber, e gostava. Depois de esvaziar a taça de cabeça erguida, soltou o ar devagar, pousou a taça e ficou com ar de quem estava de corpo e alma leves.
— O Peng Wei é bem estranho. Quis me dar dinheiro, disse que era pra pedir desculpas. Pedir desculpas, tudo bem, mas por que me dar dinheiro? — disse An Menglan, com segundas intenções.
— Queria puxar o seu saco, ué — disse Wu Chen, sorrindo.
— Puxar o meu saco pra quê? Eu sou cantora, ele é paparazzo. A gente tá em lados opostos. — O tom de An Menglan era sutil. Fez uma breve pausa e perguntou: — Foi o senhor Wu que disse alguma coisa pra ele?
— Eu disse pra ele te pedir desculpas — respondeu Wu Chen.
— Você… mandou ele me pedir desculpas? — O sorriso de An Menglan vacilou por um instante, e então ela perguntou, interessada: — E por que ele ia te obedecer, senhor Wu?
— Porque a gente conversou e fez as pazes. Claro que ele tinha que pedir desculpas — disse Wu Chen, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Dito assim, não havia nada de errado.
Mas ficava sempre a sensação de que alguma coisa não fechava. Forçado demais!
— E como foi essa conversa? O que vocês disseram, exatamente? O senhor Wu pode me contar? — perguntou An Menglan, num tom de quem pedia esclarecimentos.
Na verdade, era só curiosidade!
Curiosidade a ponto de explodir!
Para ela, Wu Chen já era um homem enigmático, de um talento que brilhava como o sol, e agora ainda tinha feito uma coisa igualmente enigmática.
An Menglan tinha mil suposições sobre aquilo!
E aquilo a fazia pensar: por que Li Ruobing tinha se apaixonado por aquele homem? Por que Wu Yurong era amante dele?
Parecia que estava prestes a descobrir!
— Eu capturei os homens dele… — contou Wu Chen.
Contou mesmo!
Contou que pegara os homens, que marcaram a negociação, que Peng Wei o fotografara com outra mulher e o ameaçara, e por aí vai, inclusive as duas coisas que, no fim, mandara Peng Wei fazer; contou até que mandara Peng Wei fotografar Zhou Shenglong!
No geral, contou tudo!
An Menglan ficou sabendo, por alto, o que Wu Chen tinha feito, mas… não conseguia ligar os pontos!
Só isso?
Como era possível?
An Menglan não sabia quem era Zhuang Xiaodie, mas conseguia imaginar… Peng Wei tirou aquelas fotos e ameaçou Wu Chen; quando descobriu que as fotos não serviam de nada, e daí?
Aquelas fotos não eram só um extra?
No começo, Peng Wei não tinha se intimidado; com ou sem aquelas fotos, não tinha se intimidado!
Como é que tinham feito as pazes?
E Peng Wei ainda aceitara romper com o Grupo de Mídia Zhonghe e trabalhar com Wu Chen?!
An Menglan não era Peng Wei. Não tinha passado pelo que ele passara por dentro, nem aguentado a pressão que ele aguentara; não tinha como sentir na pele e, naturalmente, não conseguia entender!
Alguns detalhes Wu Chen não contou!
O jantar de Wu Chen com An Menglan durou mais de três horas…
Num jantar francês, com o serviço completo, levar tudo isso era perfeitamente normal!
E, naquelas mais de três horas…
No começo, ainda falaram de Peng Wei. Wu Chen explicou a situação, e An Menglan, embora continuasse sem entender e achando que alguma coisa não fechava, não insistiu demais.
Depois, falaram de música e da vida amorosa e particular de Wu Chen.
An Menglan descobriu que Wu Chen não tinha só duas mulheres, Li Ruobing e Wu Yurong.
O estranho foi que ela não passou a detestá-lo por ser mulherengo!
Pelo contrário, sentiu-se até mais aliviada!
Era uma sensação de que, mesmo que Li Ruobing descobrisse que ela tinha beijado Wu Chen, não seria nada demais!
Sem que percebessem, passava das nove da noite.
An Menglan tinha bebido um pouco demais de novo; estava com o rosto corado.
— Senhor Wu, a gente já comeu bastante. Que tal… continuar a conversa lá? Pedi pra irmã Jing reservar um quarto… — convidou An Menglan, toda sorridente e com jeito de bêbada.
— Pode ser — disse Wu Chen, sem recusar.
Era hora de ir.
Levantaram-se, um depois do outro. An Menglan estava meio cambaleante; deu dois passos para o lado, pegou os óculos escuros e os pôs, mas de repente tropeçou…
— Cuidado, senhorita An. — Wu Chen foi rápido mesmo: deu um passo e a segurou.
Uma mão sustentando o cotovelo dela, a outra envolvendo a cintura.
An Menglan mal ficava de pé. Encostada em Wu Chen, levou a mão à testa e sorriu, sem graça:
— D-desculpa, senhor Wu. Bebi demais…
Wu Chen, porém, ergueu uma sobrancelha.
Olhou de relance as garrafas de vinho sobre a mesa.
Tinha alguma coisa errada!
Pela resistência de An Menglan, tudo o que ela bebera naquele dia até a deixaria bêbada, mas! Não a esse ponto! Era impossível ela não conseguir nem ficar de pé!
Então…
Wu Chen lançou um olhar de canto a An Menglan.
Ela estava fingindo que estava bêbada?!
