Novels chinesas em português
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    Capítulo 295 — Quatrocentos milhões na conta!

    Perguntar direto quanto dinheiro era coisa bem vulgar.

    Wu Chen também se considerava um sujeito vulgar! Mas, falando sério, ele realmente não ligava tanto para dinheiro.

    Claro que ninguém achava que dinheiro “queimava a mão”, e Wu Chen também não.

    O mais importante era que, ao perguntar direto a Li Maoren “de quanto?”, Wu Chen na verdade queria tranquilizá-lo. Dava para sentir que Li Maoren estava especialmente preocupado com a possibilidade de ele acabar com Ding Ruilong de uma hora para outra!

    Por isso, mostrar um pouco mais de interesse pelo dinheiro faria Li Maoren parar de imaginar coisas.

    — A compensação e o pedido de desculpas da família Ding pra Bingbing… incluem participações em algumas empresas, títulos… — Li Maoren ia pensando enquanto falava. — No total, a avaliação dá uns… quatrocentos milhões.

    Wu Chen arqueou as sobrancelhas.

    A família Ding não tinha economizado!

    Pensando bem, para a família Ding, quatrocentos milhões eram trocados. Não era grande coisa.

    Mas tirar tudo isso de uma vez como compensação e pedido de desculpas a Li Ruobing já era muito!

    Afinal, aquele incidente não tinha sido dirigido a Li Ruobing, e sim a Wu Chen. Ela só quase saíra machucada, sem se ferir de verdade. E, entre duas famílias daquele porte, o episódio tinha desde o início um quê de mal-entendido. No fim das contas, a família Ding não tivera intenção de ferir Li Ruobing…

    Numa situação assim, o que importava era a postura no pedido de desculpas e a questão da honra!

    O valor da compensação, esse nem importava tanto!

    Mas a família Ding tinha oferecido ações e títulos no valor de quatrocentos milhões. Era sinceridade pra caralho!

    Com isso, Wu Chen conseguia deduzir que a família Ding, por enquanto, não fazia a menor ideia de tudo o que ele estava tramando. Continuava querendo aprofundar a aliança com a família Li e precisava aplacar ao máximo a raiva dos Li. Por isso tinha feito um gesto daquele tamanho!

    Além disso! A família Ding dava uma importância especial a Li Ruobing!

    E Li Ruobing era mesmo uma mulher… digna de tanta importância!

    — A família Ding mostrou mesmo sinceridade — disse Wu Chen, sorrindo, num tom sutil.

    — Então… eu já mandei converter as ações e os títulos em dinheiro. Vou te transferir em espécie. Em qual conta você quer receber? Quer abrir uma conta no exterior? — Li Maoren foi direto ao ponto.

    Pelo tom de Li Maoren, pelo estado de espírito dele e pelas circunstâncias concretas, porém, Wu Chen deduziu que as ações e os títulos da família Ding provavelmente ainda não tinham sido convertidos em dinheiro!

    Não teria dado tempo!

    Mas Li Maoren dizia que sim. Era uma mentira “bem-intencionada”. Ele só queria entregar o dinheiro a Wu Chen na hora, para acalmá-lo! O valor podia sair primeiro do caixa da família Li, e depois, quando os ativos fossem vendidos, era só repor.

    — Pode ser na conta que eu uso normalmente — respondeu Wu Chen, sorrindo. Não fez a menor cerimônia. Se estavam dando, ele aceitava!

    Se recusasse, quem não ficaria satisfeito era Li Maoren!

    Só se Wu Chen aceitasse aquele dinheiro sem hesitar é que Li Maoren conseguiria ficar tranquilo.

    — Tá bom, vou providenciar agora. Talvez caia em várias transferências. Vou pedir pra subirem a categoria da sua conta. Por enquanto é isso; daqui a pouco te ligo de novo! — disse Li Maoren.

    — Tá bom, tio. — Wu Chen sorriu.

    Desligaram.

    Wu Chen nem precisou dizer qual era a conta. Li Maoren já o tinha investigado; naturalmente sabia de tudo.

    Depois de encerrar a ligação, Wu Chen se levantou, foi até um armário ali perto, pegou a própria bolsa de notebook e tirou de dentro um pen drive.

    Voltou à mesa e se sentou.

    Espetou o pen drive no computador, deu uma organizada e uma limpada no que havia nele e começou a transferir os dados.

    Era outro arquivo compactado!

    O que Wu Chen tinha mandado para Li Maoren era o material comprometedor sobre Ding Ruilong e as informações que podiam ser usadas contra ele! Tudo isso seria útil quando Li Maoren partisse para cima da família Ding.

    Já o que Wu Chen passava agora para o pen drive eram os dados comerciais de Ding Ruilong!

    Esses não precisavam ir para Li Maoren.

    Wu Chen nem ia usar a internet para transferi-los. Isso deixaria “brechas”.

    Porque o modo como tinha obtido aqueles dados comerciais era, no fundo, roubo! Era espionagem empresarial! Por isso, o pen drive era mais seguro! Não havia como rastrear!

    Seis minutos depois.

    Trim-trim…

    O celular de Wu Chen tocou. Era Li Maoren.

    — Alô, tio — atendeu Wu Chen.

    — Já providenciei. Daqui a pouco você vai receber as mensagens das transferências. — Terminada a frase, Li Maoren mudou de assunto na hora: — Xiao Wu, o que você pretende fazer agora?

    — É complicado. — Wu Chen riu. A mesma resposta de novo.

    — Tá bom… — Li Maoren já nem quis insistir. Mas ainda aconselhou: — Xiao Wu, eu sei que você é muito capaz, mas não faz nada por impulso.

    — Fica tranquilo, tio. Fiz tanta preparação, não ia fazer sentido botar tudo a perder, né? — disse Wu Chen, sorrindo.

    — Hum! Tá certo!

    — Ah, tio.

    — O quê?

    — Não conta pro Atai que o Ding Ruilong chegou hoje a Donghai. Pra não estragar as coisas — disse Wu Chen.

    — Disso pode ficar tranquilo. O que a gente conversa fica entre nós dois. Antes da hora certa, não tem por que a Bingbing nem o Atai saberem — disse Li Maoren, sem rodeios, num tom de quem os considerava do mesmo lado.

    — …Então é isso. Vou continuar olhando esse material.

    — Tá bom, tio.

    Trocaram mais algumas palavras e desligaram.

    Wu Chen olhou para a tela, deu uns cliques no mouse e tirou o pen drive.

    Ia ter que sair de novo!

    Antes de sair, passou no quarto. Quando subira, tinha levado junto a sacola com o terno e os sapatos sociais. No quarto, vestiu de novo o terno e voltou ao visual de sempre.

    Saiu e desceu.

    Alguns minutos depois.

    A Lamborghini azul saiu do condomínio Donghai Huafu. Pouco depois de pegar a via principal rumo ao sul…

    Plim! Plim! Plim! Plim! Plim!

    O celular tocou várias vezes seguidas. Eram mensagens chegando.

    Wu Chen dirigia com uma mão e, com a outra, pegou o celular para olhar.

    Noventa milhões creditados!

    Cem milhões creditados!

    Trinta milhões creditados!

    Sessenta milhões creditados!

    Cento e vinte milhões creditados!

    Cinco contas diferentes tinham feito transferências separadas para Wu Chen, totalizando quatrocentos milhões redondos! Aquela operação obviamente servia para driblar qualquer rastreamento! E todo aquele dinheiro, com certeza, era limpo!

    Wu Chen olhou o saldo informado na última mensagem. Mais de quatrocentos milhões na conta. Sorriu.

    Na verdade, não estava empolgado. Dinheiro não lhe faltava. Mas… era inevitável sentir uma coisa meio esquisita!

    Wu Chen dirigia muito rápido.

    Uns vinte e poucos minutos depois.

    Distrito de Dongcheng, Rua Wanlong.

    Sede do Grupo Senlan de Vestuário de Donghai: o Edifício Senlan!

    Pouco antes de chegar, Wu Chen já tinha ligado para Wu Yurong. Por isso, quando estacionou, desceu e seguiu para o prédio, Chu Yan, a guarda-costas de Wu Yurong, já tinha descido. Saiu pela porta principal para recebê-lo e o conduziu para dentro e para cima.

    Tinha descido só para buscá-lo, porque senão ele não conseguiria subir. O elevador exigia cartão.

    Pouco depois.

    Décimo sexto andar do Edifício Senlan, sala da CEO.

    Wu Yurong estava sentada à mesa, assinando documentos, com uma assistente esperando ao lado.

    A porta se abriu de repente, e Wu Chen entrou com Chu Yan.

    Wu Yurong ergueu os olhos, deu a Wu Chen um sorriso terno e voltou aos documentos. Assinou depressa mais algumas páginas, fechou a pasta, entregou-a e disse à assistente:

    — Pode ir.

    A assistente pegou a pasta e saiu apressada.

    Enquanto se levantava, Wu Yurong fez também um sinal para Chu Yan.

    Chu Yan saiu junto com a assistente.

    Clique! A porta se fechou.

    Na sala, ficaram só Wu Yurong e Wu Chen.

    — Por que veio assim de repente? Já resolveu as suas coisas? Ficou com saudade de mim? — perguntou Wu Yurong, com a voz doce e suave, aproximando-se. Passou os braços pela cintura dele e, ao terminar de falar, ergueu o rosto e lhe deu um beijo.

    — Vim te trazer uma coisa. Já tô indo — disse Wu Chen, sorrindo.

    — O quê? Um presente? — No sorriso terno de Wu Yurong apareceu uma pontinha de surpresa.

    Estava mesmo um pouco surpresa, porque Wu Chen não carregava nada que chamasse atenção. Então… um presentinho?

    Wu Yurong não achava que Wu Chen fosse o tipo de homem que faz surpresinha com presentinho para agradar mulher. Isso era coisa de “garoto”. E ela mesma também não era o tipo de mulher que se derretia por um presentinho.

    Na idade dela, já não tinha mais esse tipo de ânimo.

    Mas! Se viesse de Wu Chen, Wu Yurong ficaria feliz, porque era ele!

    Pensando bem, ela até estava com uma certa expectativa pelo presentinho.

    Nota